Não se mede grandes agências por m2, mas pela capacidade de seus profissionais de buscar soluções inovadoras, criativas, pertinentes e de resultados para seus clientes. Uma frase que pode parecer óbvia em um primeiro momento, mas que parece não fazer parte do dia-a-dia de algumas delas.
O conhecimento está aí. Na internet, na rua, na TV da sua casa, no diálogo com seus colegas de trabalho, com sua família e até mesmo no boteco em que você bebe a redonda ou a boa. Um criador deve estar atento a tudo. Tudo é insight. Tudo é input. Tudo só está esperando para virar anúncio, comercial ou folheto de amortecedor. Basta captar, adaptar e veicular.
Agências de ponta utilizam profissionais especializados e pesquisas caras para fornecer resultados tangíveis. E o que as pequenas agências podem fazer para concorrer com esses gigantes e trazer retorno para seus clientes sem investir milhões? Usar o cérebro. Isso mesmo! Lembra dele? Esse órgão debaixo dos caracóis do seu cabelo pode fazer maravilhas se usado da forma certa. Como? Vou tentar usar o meu para explicar.
Abra seu browser e navegue em busca de referências, folheie revistas, assista mais TV, ouça o rádio, mas tome cuidado com aquele impulso plagiador que insiste em habitar como um encosto, criativos mundo afora.
Agrupe suas referências e tente buscar nelas algo em comum, separe-as e reserve.
Em cada grupo faça o caminho inverso. Tente chegar no brief. Em que revista ou programa de TV foi veiculada? Qual o perfil desse leitor ou telespectador? Que tipo de mensagem é passada para esse público? Qual o posicionamento da marca? Que abordagem foi utilizada? Cores, símbolos, signos? Chegou? Volte um pouco mais e tente chegar na pesquisa. Porque essa gente em específico? Que perguntas feitas aqui foram respondidas lá naquele anúncio? Chegou lá também? Agora quero você lá. Lá na sala de reuniões, em Londres, imaginando como foi o pedido desse ou daquele mega cliente. Quero me reposicionar? Quero limpar meus estoques? Claro que você pode não chegar exatamente no que foi pesquisado e solicitado, mas com uma análise bem ponderada pode se chegar bem perto.
Entender um anúncio pronto é fundamental para criar um anúncio novo.
Ricardo P. Mercer
Diretor de Criação
CamargoMafuz Comunicação
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
MASLOW INTERPRETADO SOB A ÓTICA DA PUBLICIDADE
Pode-se tirar grande proveito publicitário do legado teórico-empírico de Maslow, quando bem exploradas as dimensões da sua “hierarquia das necessidades” dos indivíduos, e também quando aplicadas às técnicas criativas das agências.
Se, propositadamente, cruzarmos pesquisas demográficas com o trabalho de Maslow, poderemos verificar que alguns estratos sócio-econômicos, principalmente aqueles mais perto do topo da pirâmide, demandam por status, reconhecimento e um sentimento de auto-realização. Neste sentido, a comunicação publicitária poderá adaptar o conhecimento teórico aos insights criativos (chamo isto de insight orientado – de autoria própria).
Juntando-se teoria e prática criativa, funciona assim:
Tomando-se o exemplo do Ford Fusion 2008:
“Inovação e estilo em todos os detalhes. Quem dirige um Ford Fusion fez por merecer”.
O termo “estilo” está perfeitamente adaptado ao indivíduo experiente, com personalidade marcante, e que percebe os atributos do veículo como algo que pode casar perfeitamente com a sua atual posição social. Extendendo-se o conceito, o Fusion é o carro para alguém que “chegou lá”! Este argumento é validado pela expressão “fez por merecer”, ou seja, aquilo que legitima a integração do produto com o indivíduo que, ao longo da vida, conquistou estabilidade e posição social. Logo, o estilo fusion é o estilo de quem fez por merecer.
Por outro lado, nós sabemos que a vida é uma constante busca por realizações e conquistas. Sendo assim, se você não tem um Fusion, é porque ainda não fez por merecer! No contexto de Maslow, o carro foi produzido (e comunicado) para um público seleto de consumidores, que demandam por produtos que sustentem o seu status.
Percebam então que macete interessante. Podemos enquadrar os perfis de consumidores dentro da pirâmide de Maslow. Ao se fazer isto, podemos saber o que as pessoas estão procurando para satisfazer as suas necessidades (indicadores). Daí, então, segue a adaptação da comunicação ao contexto de vida de um público-alvo homogêneo.
Luciano K Ijaille
Atendimento / Planejamento
Se, propositadamente, cruzarmos pesquisas demográficas com o trabalho de Maslow, poderemos verificar que alguns estratos sócio-econômicos, principalmente aqueles mais perto do topo da pirâmide, demandam por status, reconhecimento e um sentimento de auto-realização. Neste sentido, a comunicação publicitária poderá adaptar o conhecimento teórico aos insights criativos (chamo isto de insight orientado – de autoria própria).
Juntando-se teoria e prática criativa, funciona assim:
Tomando-se o exemplo do Ford Fusion 2008:
“Inovação e estilo em todos os detalhes. Quem dirige um Ford Fusion fez por merecer”.
O termo “estilo” está perfeitamente adaptado ao indivíduo experiente, com personalidade marcante, e que percebe os atributos do veículo como algo que pode casar perfeitamente com a sua atual posição social. Extendendo-se o conceito, o Fusion é o carro para alguém que “chegou lá”! Este argumento é validado pela expressão “fez por merecer”, ou seja, aquilo que legitima a integração do produto com o indivíduo que, ao longo da vida, conquistou estabilidade e posição social. Logo, o estilo fusion é o estilo de quem fez por merecer.
Por outro lado, nós sabemos que a vida é uma constante busca por realizações e conquistas. Sendo assim, se você não tem um Fusion, é porque ainda não fez por merecer! No contexto de Maslow, o carro foi produzido (e comunicado) para um público seleto de consumidores, que demandam por produtos que sustentem o seu status.
Percebam então que macete interessante. Podemos enquadrar os perfis de consumidores dentro da pirâmide de Maslow. Ao se fazer isto, podemos saber o que as pessoas estão procurando para satisfazer as suas necessidades (indicadores). Daí, então, segue a adaptação da comunicação ao contexto de vida de um público-alvo homogêneo.
Luciano K Ijaille
Atendimento / Planejamento
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